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O que sobrou de nós



Ela entrou na livraria esfregando as mãos para tentar aquecê-las. Lá fora o termômetro no meio da praça marcava oito graus. Dá pra acreditar? Oito graus em um dia importante como aquele.

Olhou para a mesinha próxima a cafeteria que fica à esquerda, bem próximo da prateleira dos livros preferido dele. Costumavam sentar naquela mesinha para beber café e conversar sobre filmes, livros e todas as outras paixões que tinham em comum.

Soneto do amigo



Enfim, depois de tanto erro passado 
Tantas retaliações, tanto perigo 
Eis que ressurge noutro o velho amigo 
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado 
Com olhos que contêm o olhar antigo 
Sempre comigo um pouco atribulado 
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano 
Sabendo se mover e comover 
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica


Vinicius de Moraes
 
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