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Resenha: Will & Will

Título: Will & Will - Um nome, um destino
Autor: David Levithan e John Green
Editora: Galera Record
Ano: 2014
Páginas: 352

O livro conta a história de dois garotos com personalidades diferentes, mas com o mesmo nome: Will Grayson. Cada autor ficou responsável por um Will e os capítulos de cada um são diferenciados pelo uso ou não de letras maiúsculas.

Reparem na foto, a página da esquerda que pertence ao capítulo do primeiro Will Grayson com as frases iniciadas com letras maiúsculas, e a página da direita que pertente ao capítulo do segundo will grayson todo escrito sem letras maiúsculas.
Will Grayson à esquerda (John Green) e will grayson à direita (David Levithan).
Por conta disso, o começo ficou confuso pra muita gente, mas como eu já sabia como seriam os capítulos, pra mim foi bem tranquilo e deu pra sentir a diferença entre os dois personagens.

O primeiro Will é hétero e tem um melhor amigo gay que é super grande e gordo chamado Tiny Cooper. Particularmente, esse foi o meu Will favorito, mas o melhor personagem do livro, com certeza, é o Tiny. Ele é super divertido (e fabuloso) e tinha umas falas engraçadas.
O primeiro Will me deixou nervosa em algumas cenas por causa de duas regras que ele seguia, o que o atrapalhou em algumas coisas que você vai entender quando ler.

"[...] Eu não entendo muito bem qual é o sentido de chorar. Além disso, acho que chorar é quase  assim, exceto em caso de morte de parentes ou coisa parecida  totalmente evitável, se você seguir duas regras muito simples:
1. Não se importar muito com nada. 2. Calar a boca. [...]"
Pág. 11

O segundo Will é gay, tem um "namorado" virtual chamado Isaac e eles são muito fofoooooos!!!

"[...] ele (Isaac) é, ao mesmo tempo, a fonte da minha felicidade e a pessoa com quem quero partilhá-la. tenho de acreditar que isso é um sinal." Pág. 89
Também tem uma amiga (Maura) que é apaixonada e vive atrás dele e ela é super chatinha.
Esse Will toma remédios e sofre de depressão. Gostei muito dele no começo do livro, mas na metade (depois que ele conhece o outro Will) eu fiquei um pouco entediada com algumas atitudes dele mas o que acontece no final me fez perdoar. hahaha

"quando as coisas se quebram, não é o fato de quebrar em si que impede que elas se refaçam. é porque um pedacinho se perde  as duas bordas que restam não se encaixam, mesmo que queiram. a forma inteira mudou."
Pág. 201

É muito divertido quando os dois Will's finalmente se encontram. Você cria expectativas para coisas acontecerem e o melhor de tudo é você poder conhecer tudo pela visão dos dois, e isso torna a leitura muito mais dinâmica.

Will & Will é sobre a amizade verdadeira, é sobre a paixão e, acima de tudo, sobre saber admirar quem está sempre do seu lado.

NOTA: 5

Resenha: Quem é você, Alasca?


Título: Quem é você, Alasca?
Autor: John Green
Editora: WMF Martins Fontes
Ano: 2010
Páginas: 229


Miles Halter é um adolescente que decide ir para um colégio interno. Sim, isso mesmo, parece loucura né? Miles ama colecionar as últimas palavras das pessoas e, por isso, lê muitas biografias. Após ler as últimas palavras de François Rabelais, que foram "Saio em busca de um Grande Talvez", Miles resolve procurar o seu Grande Talvez, que para ele, não estava em sua cidade ou em sua escola.

"Ótimo! E não me chame de Chip. É Coronel."

Chip Martin é o colega de quarto de Miles, é muito divertido e muito inteligente, os dois se tornam bons amigos desde o começo da história. Chip abomina pessoas muito ricas e tem seus motivos para isso. Ele é leal e justo.

[...] diante de mim estava a garota mais linda da história da humanidade, com jeans cortados à altura das coxas e uma camiseta regata cor de pêssego.

Alasca Young é uma garota divertida, viciada em livros e que escolheu seu próprio nome. Também é bastante bipolar e ama seu namorado, Jake. É a maior fonte de cigarros e bebidas para seus amigos, e é quem os leva de carro para comer fora. Ela também se torna o primeiro amor de Miles.

"É. Coronel. E seu apelido vai ser... hmm.. Gordo."

Nessa escola, Culver Creek, Miles acha o que nunca teve em sua antiga escola: amigos. Também tem seus primeiros relacionamentos, sua primeira bebedeira, e etc. Outros personagens importantes são Takumi, japônes e excelente Rapper, e Lara, uma russa muito bonita e tímida.

"Como sairei desse labirinto?"

Fiquei séculos querendo ler esse livro esperando que fosse chorar horrores e que a história seria maravilhosa. Não chorei, e a história não é ruim, mas pessoalmente, não achei uma das melhores. A primeira metade do livro te faz rir demais e é uma leitura bem leve. Já a segunda, após uma grande tragédia, me deixou bastante irritada, pois tudo que os personagens faziam era tentar superar a tragédia e para mim estavam tentando de modo errado. 

Apesar de não ter sido um dos melhores livros que já li, esse livro traz para nós uma perspectiva realista da vida, e por isso recomendo que o leiam. 


Beijos e boa leitura, 
Gaby


NOTA: 3 CORAÇÕES CURADOS

Resenha: O Teorema Katherine





Título: O Teorema Katherine
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
Páginas:  304




Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam. Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

Confesso que comecei a leitura desse livro com um certo receio pois vejo mais críticas negativas do que positivas sobre ele, porém resolvi dar uma chance, afinal o livro é escrito por ninguém menos que John Green e eu tive uma experiência muito boa com “A culpa é das estrelas.”

Basicamente o livro fala sobre Colin Singleton, um adolescente que teve 19 namoradas chamadas Katherine e que levou o pé na bunda de todas. Além disso a história conta sobre sua frustação em ser um prodígio e sua luta para se tornar um gênio o que faz com que Collin fique obcecado em criar um teorema onde a base são suas ex namoradas Katherines e que tem como função descobrir quanto tempo levará o relacionamento e quem será o Terminante e o terminado.

"Qual o sentido de estar vivo se você nem ao menos tenta fazer algo extraordinário?" 
Vendo que Collin está um tanto quanto depressivo após o termino com a Katherine XIX, Hassan seu único é melhor amigo propõe  uma viajem sem rumo onde a única regra é aproveitar as férias. No fim das contas, os rapazes acabam parando em Gutshot, no Tennessee. Lá eles conhecem Lindsey, que oferece moradia e emprego para os dois rapazes e que será de estrema importância para o desenrolar da história.
Sobre o livro o que tenho a dizer é que ele é muuuito CHATO.... Sim com maiúsculas gritantes!!!! O livro é tão ruim que nem parece a escrita do John Green.Não gostei do assunto do livro e detestei o personagem principal pois seu drama e melancolia passou de todos os limites. 

Quem tem todo o trabalho de trazer a graça para o livro é Hassan. Hassan é um verdadeiro consultor de “como ser legal com as pessoas”. Colin não sabe lidar com as pessoas, não percebe que a maioria das coisas que acha interessante é um tédio para as pessoas normais, e cabe ao Hassan orientá-lo

Mas sei que a maior igreja de madeira do mundo fica na Finlândia. — Isso não é interessante — disse Hassan. Cada “isso não é interessante” de Hassan havia ajudado Colin a perceber o que as outras pessoas gostavam e o que não gostavam de ouvir.

Os pontos positivos do livro são: a forma com que o autor conta como foi  que Collin que começou a namorar Katherines,todos em forma de flashback e com título antes orientando o leitor da mudança de tempo na história. 
Os textos no rodapé que não atrapalham a leitura na verdade, é só um complemento que te ajuda a entender melhor o que está sendo dito.
O final da história foi muito bem planejado e confesso que fiquei feliz por ter terminado da forma que eu imaginei, além de que o livro tem várias frases lindas tanto que meu livro está todo marcado de post it.

“Eu não acho que seja possível preencher um espaço vazio com aquilo que você perdeu. Não acho que nossos pedaços perdidos caibam mais dentro da gente depois que eles se perdem. Agora foi a minha ficha que caiu: se eu de alguma forma a tivesse de volta, ela não encheria o buraco que a perda dela deixou.”

Até a próxima resenha. Beijos da Rêh


NOTA: 1 


 
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